Nada mais atual. Portanto, em cima do artigo do jornalista, vamos citar mais alguns detalhes.
No paredão da última terça-feira, 28 milhões de pessoas votaram. Desses, 15 milhões votaram por telefone. Colocando o preço da ligação a R$ 0,30, teremos R$ 4.500.000,00. Exatamente, quatro milhões e quinhentos mil reais gastos em telefonemas. Só em telefonemas.
Quantos participantes tem o BBB8? Quatorze? Ok, deduzindo que no final ficarão três, teremos até o último dia de programa 11 paredões. Mantendo uma média de 15 milhões de ligações por paredão, o saldo será de R$ 49.500.000,00. No último paredão os números devem subir para 20 milhões de ligações. Ou seja, somando com os R$ 49.500.000,00, o saldo final do Big Brother deve ser R$ 55.500.000,00.
Cinqüenta e cinco milhões e quinhentos mil reais. Isso o brasileiro deve gastar até o final do BBB. Não me irrita o fato da Rede Globo ou a empresa telefônica ganhar toda essa bolada, o que irrita é ver o brasileiro gastando tudo isso em algo que “nada colabora para a formação e o conhecimento de quem dele desfruta; só mostra a ignorância da população, além da falta de cultura e até vocabulário básico dos participantes e, conseqüentemente, daqueles que só bebem dessa fonte”.
Nem mesmo a Unicef, com o Didi apresentando o Criança Esperança, arrecada todo esse dinheiro. Talvez nem a metade. Sabe porque? Eu explico. Muitos brasileiros dizem que o dinheiro do Criança Esperança não vai para as crianças, mas sim para a Rede Globo.
A mesma Rede Globo que produz o Big Brother.
O brasileiro que gasta oito milhões de reais numa noite é o mesmo que reclama do político corrupto. Chega de procurar desculpas quando a resposta está em nós mesmos.
Não basta reclamar. O umbigo deve ser visto.