Roubado PC com dados de recrutas

O Ministério da Defesa britânico confirmou hoje o roubo de um computador portátil pertencente a um oficial que continha os dados de 600.000 potenciais recrutas, um novo episódio do género que embaraça o Governo.


Segundo a notícia veiculada pela Agência Lusa, o computador foi subtraído de um veículo estacionado em Edgbaston, na cidade de Birmingham (centro de Inglaterra), a 09 de Janeiro embora o seu desaparecimento só hoje tenha sido divulgado.

O portátil, pertencente a um oficial da Marinha britânica, continha informações de pessoas que se tinham alistado na Marinha, nos Royal Marines ou na Força Aérea e de outras que tinham manifestado interesse em fazê-lo.

Os dados arquivados incluíam número de passaporte, número da segurança social, pormenores da carta de condução, dados familiares e direcção do médico de família, indicou o Ministério.
O Ministério da Defesa sublinhou “estar a tratar esta perda de dados com um caso da maior gravidade”, tendo começado a escrever a 3.500 pessoas cujos dados bancários figuravam nos documentos perdidos e pediu aos bancos para estarem atentos a qualquer transacção suspeita relacionada com estas contas.

Em menos de três meses, o governo britânico foi obrigado a reconhecer vários episódios semelhantes em matéria de gestão de dados pessoais sensíveis.
O Fisco admitiu a 21 de Novembro ter perdido dois discos informáticos que continham ficheiros de subsídios familiares relativos a 25 milhões de pessoas.

A 11 de Dezembro, foi anunciado que os Correios britânicos tinham perdido dois CD-roms contendo os nomes e moradas de cerca de 6.000 automobilistas norte-irlandeses. No mesmo dia, a polícia reconheceu que as informações sobre reclusos (nomes, datas de nascimento cadastro judicial) tinham sido enviadas para a morada errada.

Menos de uma semana depois, o governo fez saber que um disco rígido com informações pessoais de mais de três milhões de candidatos aos exames teóricos de condução no Reino Unido tinha sido perdido por um sub-contratante nos Estados Unidos.

Finalmente, a 23 de Dezembro, o Sunday Mirror revelou que nove centros de saúde tinham perdido os dados pessoais dos seus pacientes. Segundo o semanário, o centro City e Hackney perdeu um CDrom contendo os nomes e moradas de 160.000 crianças. O Ministério da Saúde reconheceu “falhas” num “pequeno número de centros”.

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