Cidadãos saudáveis custam mais ao Estado!

Um estudo holandês conclui que sai mais caro ao Estado cuidar de um cidadão saudável que viva muitos anos do que apoiar o combate à obesidade e a luta contra o tabagismo.

Combater a obesidade e o tabagismo pode salvar vidas, mas são poupa dinheiro, revelaram investigadores holandeses, assinalando que para o Estado acaba por sair mais caro cuidar de um cidadão saudável que viva muitos anos. Este estudo, publicado no boletim da Biblioteca Pública da Ciência Médica, mostra que, se uma pessoa viver mais anos, torna-se mais dispendiosa para o Estado. No âmbito do estudo foram criados modelos para simular a longevidade de três grupos: os saudáveis, os obesos e os fumadores.

Os investigadores concluíram que, entre os 20 e os 56 anos, os obesos são o grupo que mais caro sai ao Estado. Porém, como os obesos e os fumadores morrem geralmente mais cedo, acabam por ser menos “pesados” para os governos do que os cidadãos saudáveis, que vivem mais anos.

Por exemplo, se um fumador contrair cancro do pulmão, ele morre dentro de pouco tempo, enquanto se viver muitos anos pode vir a sofrer de Alzheimer, doença de longo prazo que fica mais cara ao sistema de saúde.

As conclusões contrariam o discurso político de que a obesidade iria custar milhões de euros aos Estados nos próximos anos mas, mesmo assim, a Associação Internacional para o Estudo da Obesidade defende que a doença deve continuar a ser combatida pela sua gravidade, ainda que possa não ter o impacto económico que se imaginava.

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